quarta-feira, 6 de abril de 2011

Luzes brilhantes da cidade aumentam a poluição atmosférica.


Segundo um novo estudo, as luzes das cidades agravam a poluição do ar. A pesquisa indica que o brilho lançado para o céu interfere em reações químicas.
Durante a noite, essas reações normalmente ajudam a limpar o ar da fumaça emitida por veículos e fábricas durante o dia.
Todos os dias, uma complexa mistura de produtos químicos é lançada no ar das cidades. A maneira da natureza de limpar essa poluição é através de uma forma especial de óxido de nitrogênio, chamado de radical nitrato, que quebra os produtos químicos. Se eles não são quebrados, formam a fumaça e o ozônio que podem tornar o ar da cidade irritante.
Essa limpeza ocorre normalmente nas horas de escuridão, porque o radical é destruído pela luz solar. Porém, novas medidas tomadas a partir de aviões sobre Los Angeles, EUA, indicam que a energia de todas as luzes noturnas também suprime o radical. As luzes podem ser 10.000 vezes mais escuras do que o sol, mas o efeito é ainda significativo.
Segundo os pesquisadores, os primeiros resultados indicam que as luzes da cidade podem retardar a limpeza noturna até 7%. Também podem aumentar os produtos químicos que criam a poluição por ozônio no dia seguinte em até 5%.
Os principais tipos de iluminação em Los Angeles são luzes de sódio de alta pressão e luzes de iodetos metálicos. Os cientistas afirmam que a mudança para diferentes tipos de luz teria um efeito limitado. O radical é menos afetado pela luz vermelha, mas os pesquisadores duvidam que os governos banhem o panorama urbano de luz vermelha.
Uma abordagem que poderia ajudar seria apontar as luzes para o chão. Esso efeito é mais importante no ar do que se for diretamente apontado sobre o solo. Por isso, os pesquisadores acreditam que se os governos conseguissem manter a luz apontando para baixo, ao invés de refletida para as partes mais elevadas do ar, certamente teria um efeito muito menor.

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